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Por Que São Paulo Ainda Não Conseguiu Despoluir O Rio Tietê?

"Maria Clara" (2018-06-08)

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Com 56 metros de largura e 26 km de leito canalizado dentro de São Paulo, o rio Tietê é uma das primeiras paisagens a cumprimentar quem chega à cidade pelo aeroporto de Guarulhos ou pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes. E não é uma paisagem agradável: o cheiro de esgoto, o porte sujo e a falta de vida aquática tornam evidente que o superior rio do Estado está falecido no trecho em que passa na região metropolitana. A mancha de poluição - onde a oxigenação é praticamente 0% - ocupa hoje 130 km, entre as cidades de Itaquaquecetuba, à leste da capital, e Cabreúva, à noroeste. Os dados são do monitoramento da ONG SOS Mata Atlântica.


É preciso ter ao menos 5% de oxigenação para que exista peixes em um rio. A tentativa do governo do Estado de limpar o curso d'água começou há 25 anos, em 1992, depois de uma ampla campanha popular feita na SOS Mata Atlântica e pela Rádio Eldorado, em que foram colhidas um,2 milhão de assinaturas. O Projeto Tietê foi desta forma lançado com financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento ótimo site Econômico e Social).


O governador à época, Antônio Fleury Filho, chegou a manifestar que beberia água do rio ao encerramento da iniciativa. Afinal, o que deu falso? Por que o Estado ainda não conseguiu recuperar o rio? José Carlos Mierzwa, professor do Departamento de ótimo site Engenharia Hidráulica e Ambiental da Faculdade Politécnica da Escola de São Paulo (USP). Ele explica que limpar um rio é fundamentalmente parar de despejar poluentes nele.


A maioria dos detritos que irão hoje pro Tietê é de origem doméstica. Quando a despoluição começou, em 1992, setenta por cento do esgoto residencial da região metropolitana de São Paulo era coletado e somente 24 por cento disso - dezessete por cento do total - passava por tratamento. As duas primeiras fases do projeto foram focadas em montar estações de tratamento e rede de coleta. Pela Grande São Paulo, hoje oitenta e sete por cento é coletado e cinquenta e nove por cento do total é tratado, segundo a Sabesp (a companhia de saneamento). Na capital, oitenta e oito por cento do esgoto é coletado e 66 por cento do total é tratado.


É uma taxa de saneamento bem maior do que a média do Brasil, onde 61 por cento do esgoto nas áreas urbanas é coletado e 43% é tratado, segundo fatos de setembro da Agência Nacional das Águas (ANA). Contudo ainda é insuficiente para impedir a contaminação do Tietê: 41 por cento do esgoto doméstico da Enorme São Paulo vai parar in natura no rio e em seus afluentes.


Ele explica que a maior problema - a parcela mais cara e custoso - é a construção da rede de arrecadação de esgoto. Nos bairros que de imediato são consolidados, é preciso ir a tubulação por debaixo de ruas e prédios. Nos outros, a ocupação irregular evita que a concessionária do serviço passe a tubulação que levaria os detritos agora coletados às estações de tratamento.


  • Número da observação

  • Outpost, você vai ser uma cidade brevemente

  • 04 Armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda de bens de cada espécie

  • um O Feitio Renovável da Madeira como Jeito Natural

  • 00 Contribuição para o Serviço Social do Transporte SEST

  • Banana-do-brejo - Philodendron brasiliense Engl. (ARACEAE)

recursos adicionais

Nesses locais o esgoto produzido cai direto nos córregos, que depois desembocam no Tietê. A dificuldade da poluição do rio está intimamente conectado ao defeito da habitação. Segundo os especialistas, eles necessitam ser resolvidos em paralelo. Não adianta somente remover famílias de áreas de várzea de rio e deixá-las em ocorrências precárias - isto só empurra as ocupações e posterga o defeito. Malu Ribeiro, da Rede de Águas da SOS Mata Atlântica. Aproveitando a oportunidade, encontre bem como esse outro ótimo site, trata de um assunto relacionado ao que escrevo neste artigo, podes ser benéfico a leitura: ótimo site.


Conforme a cidade foi se montando e expandindo, as pessoas mais pobres foram expulsas de regiões centrais, com infraestrutura, para a periferia, onde acabaram ocupando áreas de várzea e mananciais. A capacidade em suportar com as dificuldades é dividida entre diferentes instâncias. A do saneamento é majoritariamente dos municípios, e o emprego do solo bem como. Entretanto o governo federal bem como lida com a charada da habitação e fornece financiamento para obras de infraestrutura; e a responsabilidade pela bacia hidrográfica pertence ao Estado.


Segundo detalhes da própria Sabesp, o Sistema Parque Novo Mundo foi projetado pra atender fração de Guarulhos, todavia atende apenas trechos das zonas leste e norte de São Paulo. Pela Coreia do Sul, que conseguiu limpar os quatro rios que cortam a capital, Seul, a despoluição foi uma ação integrada entre vários órgãos. O setor do governo responsável pelo projeto assumiu a capacidade de superar com todas as perguntas envolvidas e organizar os outros agentes. Além da fração técnica, houve questões culturais, ambientais e sociais - como habitação e transporte.



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